Acima trouxemos um
mapa conceitual, uma combinação de palavras interligadas a partir de um tema, no caso a
Arquivologia 2.0. O arquivista gerencia informações através de recursos como a taxonomia e a folcsonomia. O uso de
tags faz parte do processo de
etiquetagem e classificação. Em ambiente digital as redes de interação são fundamentais pois unem colaboradores em torno de um assunto.
Os portais colaborativos fazem parte do dia-a-dia de muitos brasileiros. São usuários com diversos perfis que compartilham informações por todos os cantos do mundo. O ambiente digital se transforma num point de encontro, onde todos debatem assuntos, reclamam sobre serviços, etc. E por que essas pessoas colaboram? Segundo Charlley Luz, autor do livro Arquivologia 2.0: a informação digital humana, "a participação se dá através da curiosidade quanto ao objetivo da comunidade, por uma necessidade de realização e de reconhecimento e até por altruísmo".
É importante lembrar que a Arquitetura da Informação é uma disciplina da área de Ciência da Informação e através dela é possível construir portais colaborativos. Na sociedade da informação o bom planejamento deve garantir a satisfação do usuários com o padrão do serviço. Em sites corporativos, por exemplo, é utilizada a técnica de
navegação estrutural, que indica ao usuário se localizar quando estiver lendo um artigo.
O profissional arquivista colaborador e participante da arquitetura da informação, tem que utilizar ferramentas que dinamize e facilite o acesso de todos em uma organização, criando um ambiente de interação e participação onde as pessoas de todas as áreas podem trocar informações de todos os tipos, sejam elas profissionais, pessoais ou administrativas. Na arquivologia 2.0 é utilizado a mais alta tecnologia em telecomunicação - a internet, e ainda pode criar outros recursos que propicie uma redução de custo para a organização. No meio digital a produção de informações é cada vez mais acelerada, e o arquivista tem que buscar conhecimento continuo para recuperar essas informações e disponibilizar de uma forma que o usuário compreenda o que está disponível, e que venha trazer veracidade para suas necessidades. A questão sobre documentos enquanto objecto digital é apresentada por Ferreira (2006), ao alegar que:
Para atingir esse objectivo é fundamental documentar devidamente a
proveniência do objecto, contextualizar a sua existência, descrever a sua história
custodial e atestar que a sua integridade não foi comprometida, i.e. provar que
existe um conjunto de propriedades, consideradas significativas, que foram
correctamente preservadas ao longo do tempo (FERREIRA, 2006, p.50).
Portanto os metadados podem servir sob vários aspectos que envolvem os documentos de arquivos eletrônicos, onde se fornecem informações arquivísticas sobre os documentos e suas modificações. Por isso o arquivista como colaborador deve desempenhar um papel importante como intermediador das informações, atualizando sempre seu conhecimento em novas tecnologias para fornecer banco de dados atualizados e inovadores, facilitando no acesso e disponibilização da informação.
Referências:
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